A cefaleia em salvas é uma forma rara de dor de cabeça primária. Ela recebe esse nome porque os ataques ocorrem em grupos, ou "salvas", que podem durar semanas ou meses, seguidos por períodos de alívio. Essas "salvas" podem ocorrer regularmente no mesmo horário do dia ou da noite.
Quais são os sintomas?
Os principais sintomas da cefaleia em salvas são:
- Dor de cabeça extremamente forte que afeta apenas um lado da cabeça.
- Lacrimejamento excessivo e vermelhidão no olho afetado.
- Nariz entupido ou escorrendo do lado da dor.
- Inquietação e agitação durante os ataques.
A duração de um ataque geralmente varia de 15 minutos a 3 horas, e os ataques podem ocorrer várias vezes ao dia durante um período de tempo.
Como obter diagnóstico?
O diagnóstico da cefaleia em salvas deve ser realizado por um médico, preferencialmente um neurologista ou um especialista em dores de cabeça. O médico fará uma avaliação clínica detalhada, incluindo uma análise dos sintomas e um histórico médico completo. Exames neurológicos e, às vezes, exames de imagem, como uma ressonância magnética, podem ser usados para descartar outras condições.
Como é o tratamento?
O tratamento da Cefaleia em Salvas somente deve ser iniciado depois de um diagnóstico correto, de preferência feito por um médico especialista.
Deve-se tratar preventivamente, ou seja, evitar que as crises apareçam.
O tratamento preventivo pode ser feito com os medicamentos Verapamil, Carbolitio, Topiramato, Divalproato, Melatonina, Clomifeno e Baclofeno, entre outros.
E também se deve tratar a crise na hora em que a dor vem.
O tratamento agudo da crise pode ser feito com inalação de Oxigênio e com os medicamentos Sumatriptana e Zolmitriptana.
Como a Cefaleia em Salvas se manifesta por surtos (salvas) é interessante fazer um tratamento de transição, com medicamentos ou procedimentos que fazem efeito nas crises, enquanto o tratamento preventivo inicia seus efeitos.
O medicamento de transição pode ser a Naratriptana e os procedimentos podem ser o Bloqueio do Nervo Occiptal e a Corticoterapia.
Mas não se automedique.
A melhor opção é encontrar um profissional de saúde que consiga prescrever o tratamento mais adequado a você e sua situação. Cada caso é diferente.